Who´s the King? The people

Há dias começou o “Carnival” de Trinidad e Tobago, o clima está na cidade, nos sons únicos das Steel Bands quando se passa pelas ruas. Nas rádios, conversas de esquina, na multicor trazida pela onda de turistas, notícias nos jornais e brincadeiras de crianças, difícil ficar indiferente. Até mesmo reticentes, como eu, ao ritmo mais popular chamado Soca, que por vezes não tem as melhores letras, qualquer semelhança não é pura coincidência com a nossa “música pra pular brasileira”.

Ontem à noite fui ao maior evento do gênero, The International Soca Monarch Competition 2011 que reuniu cerca de cinco mil pessoas e mais de 20 dos melhores cantores de soca, classificados  para a final, no Hasely Crawford Stadium.

Durante o Soca Monarch gostei de estar misturada aos trinitários, também me fez bem, sentir a torcida pelos cantores (as), a jocosidade das pessoas, ficar estrábica tentando entender os artísticos penteados das mulheres, principalmente, embora os homens também arrasem neste quesito.

Foi a primeira vez que os cantores(as) mais populares de Trinidad, suas apresentações performáticas,  que nos levam a remexer as cadeiras, sorrir e também a tapar os olhos, algumas vezes.

O Soca Monarch tem duas categorias: Groovy e a principal Power. O vencedor da primeira foi Kes Dieffenthaler. A resposta para pergunta da noite “Who´s the King” foi Machel Montano, que esperei tanto que literalmente cansei, e estava no banheiro quando ele começou cantar, mas assistir da arquibancada um público pulando enlouquecidamente foi um espetáculo à parte.

Vale a pena visitar este site www.socamonarch.net que está em inglês, mas é possível clicar sobre a fotografia dos cantores e ouvir suas músicas.

Resultado final com imagens de ontem à noite:

Power Category

1 – Machel Montano – Advantage

2 – Neil Iwer George – Come to me

3 – Bunji Garlin – Hold a burn

4 – Fay Ann Lyons-Alvarez – Consider it done

Groovy Category

1 – Kes Dieffenthaler – Wotless

2 – Benjai  – Trini

3 – Destra – Cool it down

4 – Dexter “Blaxx” Stewar – Tantie Woi

Bastidores

  • Fomos alertados a tomar muito cuidado, porque um evento com tanta gente pode ser muito perigoso. Mas fomos surpreendidos com uma atmosfera pacífica, ótima estrutura e segura. Claro não descuidamos da atenção.
  • Ponto negativo: Há excessiva publicidade e é muito demorado o intervalo entre um show e outro. O público, ou principalmente eu, ficava perdido sem saber quem seria o próximo o cantor(a), se era possível, por exemplo, atravessar o mar de gente e ir ao banheiro, antes de seu cantor preferido entrar.
  • Lição aprendida: Embora toda a badalação prévia, eu, geminiana, fiquei indecisa em ir ou não ao evento. A questão orçamentária pesou também final de três meses de viagem e o carnaval só começando. Os valores variavam: Geral – $TT 250,00 (R$ 83, 50) e V.I.P $TT 400,00 (R$ 133,50), tinha mais caros, com direito a drink e comida grátis, acredito que chegavam até a $TT 800,00 (R$ 266,70). Mas quando resolvi ir, no último dia, os ingressos estavam esgotados nos pontos de vendas oficiais e cambistas ofereciam ingressos até a $TT 1.000,00. A lição é a mesma, quem deixa para o último dia paga mais caro e/ou se cansa mais.
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